4.7.18





Leia ao som de Crazy, Seal.

Oi Bruna,

Lembro de você pequena e já loira, numa  mistura de fofura e lindeza, sabe? Eu já era crescida, já escrevia e já me inspirava no diferente.

Taí. Você cresceu virou essa menina mulher linda que faz umas fotos que vou te contar, não tem nem para Gisele Bundchen. Ainda acho que você poderia fazer um desfile da Victoria Secrets com Seal cantarolando “Crazy” ao fundo.

Pois bem, essa tua maturidade assusta, viu? Essa leveza de quem leva uma banda, levanta e continua, leve e solta. Herdou da mãe os traços e a energia. E eu arrisco dizer que ainda tem uma centena de talentos entre tua pele e tua alma que tu ainda não descobriu.

E essa sua relação com o amor e as pessoas quase que nasceu pronta, sabe? Nasceu adulta. Eu nem sei se poderia descrever. Mas, como eu vivo escrevendo os outros, me aventurei.  Para tudo que teu instagram é uma obra de arte para Michelângelo ver. Tem gente perdendo confete e fogos de artifícios sem saber.

Mas de tudo, de tudo mesmo, é a tua alma que arrebentou toda essa admiração na minha pessoa. Essa tua força que lutadores de MMA não entenderiam. Um coração que Deus ultrapassa.

Morar no teu peito deve ser difícil, dividir espaço com essa rebeldia positiva, essas caminhadas decisivas, essa tua imensidão. Feliz de quem consegue. Feliz de quem lhe laça num abraço, num passo ou numa história bem contada.

Mulheres lindas e inteiras são raridade. Feliz de quem as rodeia. Se eu não fosse tua prima, talvez fosse seu anjo da guarda, sua fotógrafa , sua irmã ou seu amuleto.

Eu te quero o bem do mundo, o bem de todos e o bem dos céus. Você merece.




30.12.17




Estou pronta para os novos rumores, para as novas versões de mim, para o que reinventarei
de sorrisos, de caminhos e de nós. Estou pronta para os novos nós. Para um novo país, uma
nova vida. Para revoar a vila onde moram meus interesses, escandalosos de sentir. Intensos,
Imensos e incabíveis.

Minha alma pronta desponta e explode estrelas junto aos fogos de artifícios.


.............


Ano novo, conselho velho

Coloca para fora o que te desconstrói. O que te faz pior e mais fraca. 
Desapega desse sentimento. Muda de amor.   Muda a cara da dor.
Se muda da infelicidade, menina!


.............



*Imagem: Pixabay






8.12.17





Para Amelia dos Anjos

Somos a prova de que qualquer ligação pode romper as barreiras do tempo, da distância e da presença física. Sim, somos. Tão bom ter você na minha vida agora. Tão bom ter tido você na minha vida antes de tudo. De dia em dia, saindo da sua casa para minha, passando por uma rua e outra até chegarmos no colégio.

Lembra? Lembra dos pratinhos azuis no refeitório, da tia Zezé  e do macarrão com almôndega que nos rendeu uma briga, certa vez? Da educação física na quadra do Rosário, da nossa professora de outro mundo? Das nossas tentativas frustradas no handebol e naquela apresentação um tanto engraçada ao som de “What Is this Feeling”? Da nossa paixão (ainda nos dias de hoje) por Dirty Dancing, “She's Like the Wind” e seu Patrick Swayze? De sempre incluir o Flávio no grupo porque ele sabia desenhar? Da nossa loucura pelas figurinhas do Cybercops, da bateção de pernas atrás de prendas para a festa do colégio? Do correio do amor e das nossas brigas sem sentido? Do Nilo insistindo em catetos, hipotenusas e uma matemática que nunca quis nos abraçar (risos)?

Eu lembro. Lembro de tudo. Aliás, nunca esqueci nada de nós. A vida, as experiências nos afastaram um pouco. Mas eu sempre te via linda e sorridente nas fotos do meu feed. E sempre que te olhava, tinha a certeza de aquela grande amiga que eu tinha ainda morava em você.

Tanto tempo depois, voltamos a ser uma dupla. Decidi que esse tempo de dezembro, esse texto seria para você. E falamos de gratidão hoje. E falamos tanto, sempre. De agradecer, de apoiar, de colocar para fora o que angustia e faz mal. O tempo é bendito sim. É bom dizer isso a você. É bom nos sabermos guerreiras, resistentes, transparentes, firmes no propósito de vivermos o que vale a pena. É bom poder enxergar com os olhos de Lennon e Melissa um mundo que nos tornou ainda mais humanas. Ainda mais unidas. Ainda mais fortes.

Gosto desse horizonte que só a tua amizade me faz alcançar.

.
.
17.11.17




Leia ao Som de Genesis,  Hold on my heart .

Uma das certezas de todo dia 07 de novembro é que a Aline, minha amiga de anos a fio, vai me ligar. Tem sido assim por muito tempo. Não que a amizade se resuma a isso, é claro que não. Nos lembramos o tempo todo, durante todo ano. Mas em novembro, mês que nossas almas nasceram, a sintonia sofre um leve realce. Acho que conexão é isso.

Outra certeza é que provavelmente eu, Guilherme e Lennon iremos ao Outback, um de nossos restaurantes preferidos, do outro lado da ponte. No Plaza de Niterói. Nós temos uma história com o centro da cidade, o shopping e aquela vista linda da Baía de Guanabara. É coisa nossa.

Outras certezas vão chegando a cada ano e me convidam para um café, no sofá da sala de casa. Ousadas que são. A maturidade arranca parte da ansiedade, das expectativas irreais e do espírito louco das aventuras. Não que eu não tope sair pelo mundo, conhecer lugares novos, ousar experiências incríveis, entendem?  Mas já não troco paz e calmaria por qualquer furor. É a certeza de me amar muito, para me deixar em qualquer lugar, em qualquer dor, em qualquer tipo de amor.

Uma certeza que sempre foi certeza é que nem tudo se resume a uma atitude, pessoa ou intenção.  As certezas costumam pairar em músicas, cheiros, instantes. Entre o tempo e outro tempo. Pode soar metafórico, mas é real.

Quando eu abraço uma certeza, cresço olhos, coração, imensidão. Costumo sair dos bastidores.
Se eu ainda tenho dúvidas?  –Sempre as terei –

Mas alguns dias são vestidos de afirmações e nos compõe lindamente.  Já amanhecemos sabendo por onde tocarão nossos pés e passearão nossos olhares. E embora sejam cenas que se repitam, sempre terão um ar de primeira vez, de redescoberta , de cômodo novo.


*Imagem

17.10.17




Leia ao Som de "O Pastor", Madredeus.

Quando eu estou com você coloco rios de intensidade para fora e para dentro, ao mesmo tempo. É uma troca de suor, de boca, de olhares e de força física. Há rendimento e paixão nos teus movimentos e nos meus.

É um esgotamento teu. Meu. É um cansaço que me dá a madrugada mais bonita. O corpo mais leve, o coração mais enfeitado que já vi.

Você me esgota. De céu em céu, de chuva em chuva, de avião em avião, sou tua.  Me esgoto de você e ninguém mais. Existem boatos de que a minha intensidade tatua teu nome nos meus pulsos, na minha face, barriga e quadris.


É o que dizem. É o que eu vivo.


-