24.10.12

o que não era nada;




O que era nada, se torna presença constante, ligações matinais, recados na tela do seu computador.
Vai tomando forma.

Encantados estamos, como não temos nada, se já tivemos?
E eu sei da tua voz todos os dias. E das tuas procuras, pelos corredores, corpo a corpo até chegar ao meu?
Forte é e sempre será. Desses afetos que não planejamos. Não escolhemos.
Chegam por invasões, rendições, razões vencidas.

Depois de você o que não era nada virou primeiro encontro, dias dos namorados, aniversário de namoro.
Mas eu sei e você sabe, não movemos nossos nós com data alguma. Existe esse tempo nosso, que poucos entendem. Essas fotografias de memórias. Essas músicas  de alma, que publicamente, perdem o sentido.

O que  era anonimato, anônimo, tornou–se laço forte.

Destes, que não desatam.


*Imagem: Weheartit

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