Para Guilherme de Paula


Pegue um punhado de sonhos e venha comigo.
Nesta casa que tem tanta coisa pra arrumar ainda. Nesta mistura solúvel de livros, guitarras e violões [Finalmente entendo que guitarras e violões são primos, não irmãos].

Nós precisamos de tempo para entender que na verdade, o sentimento a tudo contagia: sofamor, casamor, camamor, alomofadamor, portaretratoamor e por aí vai.
Entender que somos "um". Sentir também.

Nunca viveremos tudo que há pra viver.*  A cada dia, viver recomeça.
Na nossa lista intermináveis de coisas, viver não acaba.
Em nada cabemos, dissolvemos, em nada comprometemos nosso céu.

Vivemos de amor, porque às vezes o dinheiro acaba, mundos se desencontram e Paris não está tão perto.
Já enxergamos nossos filhos. E porque já demos nomes, nos afeiçoamos.

O amor é furta-cor ou é impressão minha?

Pegue seu punhado de sonhos e permaneça comigo.


*Parafraseando Lulú Santos.



*Imagem: Weheartit

Deixe um comentário