Paris, saudade e cupcakes.


Não é o fato de estar do outro lado do mundo que me desespera, entenda. É essa coisa absurda de te sentir como se  estivesse ao lado, ali no outro apartamento. Como se a qualquer hora eu pudesse atravessar a rua, pegar o elevador, bater na sua porta ou tocar a campanhia e te encontrar.
É essa presença que não morre.
Que não passa, nem com vento forte.
É como se eu colecionasse teus telefonemas, suspiros, frases [per] feitas, elogios, encontros  e até as dores rasgadas.

Nunca imaginei que fosse te carregar por tanto tempo. Quero me desfazer, não lembrar, cortar o mal pela raiz, inventar outro rosto. Mas aqui, em Paris, as ruas inspiram romance. Meu diário anda a pleno vapor, o frio não inibe emoções e eu ando fazendo cupcakes para passar o tempo.

O recado na secretária diz que você desembarca no próximo mês. Trinta dias para rabiscar no diário, nos guardanapos e nas estrelas.

Estarei aqui com constelações nas mãos pra te ver chegar.




*Imagem: Weheartit





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