Então é só isso, uma coisa que não me sai da cabeça há alguns dias: o fato de nos interessarmos por alguém ou vice versa é encantador. E pode ser excitante, pode ser um rompante na mesmice instalada, na falta de céu ou de colorido. Essa coisa de escolher ou sermos escolhidos.

Que ego não reage?

Mas penso, que o verdadeiro encontro é aquele em que dois olhos se escolhem ao mesmo tempo. Acho que meu querido Arthur da Távola, já escreveu sobre isso. Os outros encontros são encontros, ainda. Fortes, dilacerados, molhados de chuva ou de suor, encontros.

Escolhas recíprocas são raras.

Quem vive, sabe. E quem nunca viveu, desejou viver. São mãos que constroem juntas, palavras que se atraem via telefone, veículo em movimento ou telepatia.

Duas identidades instaladas no mesmo corredor.

Quem vive, não quer deixar de viver.



*Imagem:Weheartit

Deixe um comentário