Ela anda densa. Imensa de não caber num quarto. Líquida de mar. Perfume doce.
Escorregadia. Movediça. Um terço de flores amarelas.
Voz que não grita, entranha.
Suavidade que decompõe as defesas.

Nada do "não lugar", de esperar ou consumir-se de nuvens.
Água é pouco de banhar-se nos versos dela.

Ela é luz.
Furtacor quando conflige.
Quando aflige os olhos de outrem.



*Imagem: Weheartit

3 Comentários

  1. Lindo! Quanta sensibilidade! Aryane Silva

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  2. Um poema de perplexidades, lindo, irretocável, denso, intenso e imenso em suavidade e beleza, como "ela". E a imagem, tão perfeita para o poema, que nenhum outro poema no mundo lhe seria mais lindo, nem lhe faria mais jus. Beijoss

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  3. Intensa, densa.
    Perfume do mar.
    E a luz,
    no seu devido lugar.

    Beijo

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