Sempre desconfiei disso: a força de Elisa está na ausência. Em ter que segurar o coração entre as pernas, em pousar, depois de voos arriscados, em devolver aos olhos a lágrima não derramada, em encerrar a garganta no silêncio, fechar as portas, descer das nuvens e voltar ao mundo real.

Impossível não dilacerar-se na zona das intensidades absurdas. Antes, anestesiada, nunca sentiu esta verdade tão forte. Apressou-se em alugar um quarto, rearrumar os sonhos e cantar até tingir o mar de azul.

Sua essência não [lhe] parte.





*Imagem: Weheartit

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