descoberta;

. 13.11.13 .



Não morro mais de partidas. 
 Renovei meus vestidos
Aos sentidos, emprestei cômodos vazios
Modifiquei tons azuis.

Não morro mais ressentida.
Construí pontes  de nuvens
Plantei papéis no carro
Rendei ao invés de rasgar.

Não morro mais de brigas
Devolvo silêncios.

Não morro mais de partidas.
 Não parto de mim.




*Imagem: Weheartit







Não morro mais de partidas. 
 Renovei meus vestidos
Aos sentidos, emprestei cômodos vazios
Modifiquei tons azuis.

Não morro mais ressentida.
Construí pontes  de nuvens
Plantei papéis no carro
Rendei ao invés de rasgar.

Não morro mais de brigas
Devolvo silêncios.

Não morro mais de partidas.
 Não parto de mim.




*Imagem: Weheartit




4 comentários

  1. Falo cheio de encantamento: este está entre os poemas mais lindos que já li.
    Será uma descoberta ou um aprendizado? Não sei. Mas feliz a hora em que morrer não é mais a solução, abandonar-me não faz mais sentido, rasgar-me (mais) não é melhor que coser-me de volta. Perfeito. Perfeito. Tens tocado a perfeição com muita constância e profundidade.
    Beijosss

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  2. Lucas, obrigada pelo carinho de sempre!

    Não tem facebook?

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  3. Neste momento, só tenho e-mail (lucasnspinho@outlook.com). Mas abrirei uma conta no face. Escreves muito. Muito mesmo. Uma raridade. Parabéns.

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  4. MUITO bom.

    fazia tempo que não blogava, que saudade! e que satisfação ver os mesmos belos textos de sempre por aqui :D

    não morro mais de partidas, também.

    beijo!

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