4.1.14

incorruptível;



Mas quem é capaz de corromper a memória? Memória não tem tamanho. Guardo dele todos os olhares e mares. As conversas aquecidas em fios telefônicos. Tantos e tantos metros de abraço. Os fatos que nunca o entregaram. Só meu por meses a fio. Memória não morre em guerra, atrita ou atenta para vento ou tempo. Não rasga, imensa pulsante, imersa em ar de sorrir ou chorar. Ameniza a saudade. Escreve sem tocar no tesouro. A memória é o lar dos sorrisos. Só a memória pode esperar. Diários cumpridos. Votos antigos revestidos de "voltar". Agarro no laço. Homem pra mim tem que fazer valer sentido. Se esta memória dele não fosse, o coração, figurante seria.




*Imagem: Weheartit

Um comentário

  1. É vero, a memória assentada é tão difícil de corromper quanto impossível de matar. Impossível esquecer o que de relembrar nos revive. Como sempre, passeio em teus textos perplexo e encantado. Outro texto belíssimo. E alguém dirá: “grande, esta novidade!” Beijosssss

    ResponderExcluir

Desenvolvido por: Adorável Design Editado por: RM Design

imagem-logo