12.11.14

insônia;





Pra você, eu sempre me arrebentei de escrever. Eu sempre ousei nos vestidos, nos ruídos que denunciassem saudade, vontade ou sorrisos.
De um canto à outro, quase nunca.
Com você, sempre precisei transbordar.
Conter as tuas mãos de tirar sandálias, calcinhas e vergonhas.

Com você, nas horas mais impróprias,[eu]dona de um corpo não contido, de uma almofada fantasiada de abraço, de uma rua inteira de quartos teus, larguei os bons modos.

Pra você, sempre, me arrebentei de escrever. Bebidas destiladas, cortinas fechadas, esconderijo e calor. Para mim e para este tempo sem dias, as tuas declarações abarrotadas de um amor com nova forma, novo tempo e nova cor.

Desativei as fortalezas quando te deixei tocar.
Encerro a madrugada com palavras, às duas da manhã, num texto tão teu, quanto meu andar, respirar e fluir. Não quero partir e adormeço. Porque adormeces também.


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