Algumas pessoas sabem de nossa história. E ponto. Não sabem dos bastidores. Dos dores. Das renúncias. Da comunicação ainda latente. Da ligação que se entremeia e-mails, torpedos, celular.

Algumas pessoas sabem de nós. E ponto. Jamais sentirão como nós. E jamais darão as mãos no auge da ventania tardia das noites de segunda- feira.

Algumas pessoas tem um pouco de nós: relatos, segredos, caixinhas de músicas. Jamais entregarão nossa existência.

Algumas pessoas sabem de nós. Mas nunca entraram nos bastidores, Nunca presenciaram as trocas de palco, roupas, maquiagem, nunca seguiram na carruagem branca dos dias de chuva e de frio. Nunca sentiram as facadas da ausência.

Muitos nos tocaram só de olhar.

Ninguém nos seguiu até o fim: os bastidores continuam. E há um reinício que se inicia por aqui, do lado de cá, em PARIS.


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