6.2.15

um emprego para contar;




Deixar essa família é difícil. Colhi outras coisas além das experiências profissionais. Humana que sou, não estou deixando uma sala, uma cadeira ou um cargo. São pedaços de confiança no meu currículo. Deixo-me ir. Novos ciclos virão. E eu tenho essa coisa de não acomodar, não deixar a raiz quebrar o chão, cortar a árvore se preciso. Ainda tem esse meu lado artístico, incabível que transitou quase trezentos e sessenta e cinco vezes quatro por esses corredores. 

É uma mudança e tanto. Quando mudamos de casa, mudamos de vida. Infeliz de quem se separa da labuta. É quase um dentro do outro e mente quem diz que não.

Eu me despeço dos cumprimentos, das reuniões, dos papéis secretos e das ordens de cor vermelha. Não me despeço da minha janela respingada de chuva, da faixada verde e da rodovia ao fundo da paisagem.  

Eu me acostumei, não sabe?

Tenho a maturidade necessária para seguir. Já doí e já agradeci por bem menos. Estes motivos são maiores: super, hiper, megas motivos me mantém em oração. Lidar com pessoas é uma segunda face da minha arte.

Tenho a maturidade necessária para seguir.

Já é hora.


*Imagem: Weheartit



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