epiderme;

. 11.6.15 .



Uma semana no Brasil e eu não tive coragem de te procurar, de te encarar. Eu fugi de você. Não quis saber notícias tuas, paradeiros, nem boas obras.
Te visse meus olhos, talvez não voltasse à Paris, onde já vivo bem no meu AP dois quartos, satisfeita com meus textos rabiscados nas colunas de quinta do jornal do Bairro.

O que eu fiz?
Saí do galeão e abracei a outra parte do meu mundo: amigos, lugares, família.
A tua parte, eu preservei.
Nem sequer escrevi sobre você em terras verdes e amarelas. Faço isso aqui, agora, sentada à beira do Sena, com bicicletas que transitam pra lá e pra cá.

Não te vi. Não te escrevi.
Mas lembrei dos teus jeans rasgados nas noites de sexta- feira. Do teus olhos encantados, mais menino que homem, das tuas doçuras em forma de agrado.

Me perdoe, se puder.
Voltar a ti não é uma coisa simples, já que não brigamos, não separamos a alma e não esquecemos o corpo, entende?
Se você fosse um cafajeste, eu não sucumbiria.

Boas memórias não falham, não malham, não matam. Morrem para renascer. Renascem você, insistem em mim.

Boas memórias não secam.


*Imagem: Weheartit




Uma semana no Brasil e eu não tive coragem de te procurar, de te encarar. Eu fugi de você. Não quis saber notícias tuas, paradeiros, nem boas obras.
Te visse meus olhos, talvez não voltasse à Paris, onde já vivo bem no meu AP dois quartos, satisfeita com meus textos rabiscados nas colunas de quinta do jornal do Bairro.

O que eu fiz?
Saí do galeão e abracei a outra parte do meu mundo: amigos, lugares, família.
A tua parte, eu preservei.
Nem sequer escrevi sobre você em terras verdes e amarelas. Faço isso aqui, agora, sentada à beira do Sena, com bicicletas que transitam pra lá e pra cá.

Não te vi. Não te escrevi.
Mas lembrei dos teus jeans rasgados nas noites de sexta- feira. Do teus olhos encantados, mais menino que homem, das tuas doçuras em forma de agrado.

Me perdoe, se puder.
Voltar a ti não é uma coisa simples, já que não brigamos, não separamos a alma e não esquecemos o corpo, entende?
Se você fosse um cafajeste, eu não sucumbiria.

Boas memórias não falham, não malham, não matam. Morrem para renascer. Renascem você, insistem em mim.

Boas memórias não secam.


*Imagem: Weheartit

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