27.2.16

Dele.




Aquele homem não me falava, SENTIA. Faz tempo, não o vejo. Mas os registros de minha memória são claros: era aquele que me penetrava alma, corpo, coração, tudo. Nenhuma palavra, nenhuma descrição pode mensurar a doçura, a suavidade, a agressividade emocional dos olhares, a contorção da retina e o brilho espelhado, quase um cristal. Tudo ao mesmo tempo.

Alguns me diziam abençoada, convencida, encantada como serpente. Alguns me diziam “ela que era dele.” E seguiam, nos encaixando nas linhas das rodas de conversas e achados sentimentais com purpurinas vermelhas.  

Era claro como eu o modificava. Daquelas reações que dilatam pupilas, infestam ambientes. Do que não se esconde. Do que não quer ficar escondido. Do que ele NUNCA quis esconder.

Eternizamos porque separamos. E permanecemos, oriundos, nas lembranças.





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