Somos Chuva

. 18.1.17 .

Sabe a gente não pode ficar junto. Não mais. Tudo mudou dentro de mim. A trilha sonora, os anseios, os objetivos de consumo, os horizontes Eu reconstruí pontes. Ainda tenho por  ti, o mesmo afeto. Enfeitado de coisa boa e não mais de desejo. O desejo inflamou, pulsou enquanto pode, traçou linhas lindas, desconstruiu muitos quartos de hotéis. Mas se transformou noutra coisa, sabe?

Eu escuto as nossas músicas e sinto gratidão por ter vivido uma coisa tão intensa e tão verdadeira em tudo: telefonemas, cartas escritas à mão, encontros, desencontros e redescobertas.

Talvez ninguém entenda a dimensão do que fomos um para o outro. E do que sempre seremos, na verdade. Não é só o amor que desperta, entende?

Não podemos mais ficar juntos, longe disso ser uma tortura ou motivo para chorar: é uma afirmação que lava a alma com água cor de rosa: nós transcendemos a barreira do desgaste, do término, do fim trágico.

Nós sobrevivemos.
E um vive no outro sem que isso seja um peso ou uma página rasgada. Sem que isso seja uma noite preta ou nublada.

Somos outono, lembra?

Somos chuva.


*Imagem: Google

Sabe a gente não pode ficar junto. Não mais. Tudo mudou dentro de mim. A trilha sonora, os anseios, os objetivos de consumo, os horizontes Eu reconstruí pontes. Ainda tenho por  ti, o mesmo afeto. Enfeitado de coisa boa e não mais de desejo. O desejo inflamou, pulsou enquanto pode, traçou linhas lindas, desconstruiu muitos quartos de hotéis. Mas se transformou noutra coisa, sabe?

Eu escuto as nossas músicas e sinto gratidão por ter vivido uma coisa tão intensa e tão verdadeira em tudo: telefonemas, cartas escritas à mão, encontros, desencontros e redescobertas.

Talvez ninguém entenda a dimensão do que fomos um para o outro. E do que sempre seremos, na verdade. Não é só o amor que desperta, entende?

Não podemos mais ficar juntos, longe disso ser uma tortura ou motivo para chorar: é uma afirmação que lava a alma com água cor de rosa: nós transcendemos a barreira do desgaste, do término, do fim trágico.

Nós sobrevivemos.
E um vive no outro sem que isso seja um peso ou uma página rasgada. Sem que isso seja uma noite preta ou nublada.

Somos outono, lembra?

Somos chuva.


*Imagem: Google

2 comentários

  1. Há estações que a gente nem entende o porque precisamos deixá-las para trás. Aliás, até entendemos ,mas nós acostumamos a "maquiar" esses horizontes.
    Beijos
    Fernanda.

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    1. Deixar para trás é preciso. Feliz com sua visita! Saudades!

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