Rock and Roll

. 4.10.17 .


Leia ao som de Metallica-Enter Sandman

Este é um texto dedicado ao meu marido. Sim. Eu poderia citar aqui mais de mil coisas que ele fez por mim. Muito mais. Mas hoje é somente de uma que vou falar, ou melhor, escrever: rock and roll. Sim. Ele mesmo.

Nunca Fui uma pessoa do rock. No máximo umas roupas pretas, porque sempre achei elegante e nada mais. Nunca mesmo fui uma pessoa do rock. E ainda não sou. Mas a essa altura do campeonato não posso negar que ele faz parte de mim e da minha vida. Roqueiros para mim, sempre foram aqueles caras chatos, vestidos de preto, com cabelo emaranhados e blusas desbotadas.  Engraçado é que antes de você conhecer o rock de perto, o que você enxerga é bagunça e desordem.  Gente chata, associada ao Diabo e afins. Festivais então. Deus me livre desses roqueiros malucos!

Pois bem, não é bem assim. Vocês já devem imaginar.

Meu marido que sempre foi e sempre será rock and roll, não andava de preto todo tempo (apesar dessa ser a sua cor preferida), não tinha cabelos emaranhados e muito menos era desordeiro. Aliás, é bem organizado até. Mais do que eu em algumas coisas. É claro que em começo de namoro rola aquela troca,  alguns compartilhamentos, inclusive de gostos musicais. Eu, que nunca suportei escutar rock, estava ali, emprestando meu ouvido aquele som pesadão do Sepultura, conhecem? Pois é. Imaginem. Não suportava. Vocês entenderam?  Hoje sou uma super admiradora, inclusive do Andreas (guitarrista da banda), acho o Derrick um fofo, apesar da altura e da carapuça de homem mau. 

No meu primeiro (de muitos) Rock in Rio, eu descobri nos roqueiros, pessoas organizadas, complacentes e educadas. Ordem para entrar. Ordem para sair. E muito respeito nas rodas que surgiam na multidão. Aprendi a bater cabeça e achei o máximo.  Estar ali foi libertador. O Rock também cura. E não há exagero nisso. É um estilo, uma filosofia, um mundo à parte. Quando o palco acendeu e a introdução do show do Metallica começou, eu já me sentia parte daquilo. Daquele momento. Vi o meu marido vibrar e contemplar. Show impecável. Sintonia perfeita entre banda e público.  Um som sensacional que me arrepiava inteira.

Todas as minhas impressões erradas, todos os pré-conceitos, caíram todos. Todos. Eu disse todos.  E eu entendi que a gente não pode julgar sem conhecer, sem ouvir, sem sentir. Seja uma música, um estilo ou pessoas.

Eu virei uma mulher do rock? Acho que não. Porque ainda acho que essa predisposição nasce conosco, sabe? Mas acho sim, que virei uma simpatizante do rock. Ouvir Sepultura deixou de ser tortura. Admiro e admiro o Metallica e nem tenho palavras pra descrever a energia do James nos Shows. O homem é mandado.

Acho que o meu marido nem sabe, mas ele fez isso por mim. Ele achou um cantinho para o rock na minha vida. Não dá para competir com ele em matéria de discografia, mas hoje, eu posso conversar sobre o assunto. Eu posso emprestar o meu olhar admirado aos sons, bandas  e histórias relacionadas.

Rock and roll também é poesia. Não te contaram?







Leia ao som de Metallica-Enter Sandman

Este é um texto dedicado ao meu marido. Sim. Eu poderia citar aqui mais de mil coisas que ele fez por mim. Muito mais. Mas hoje é somente de uma que vou falar, ou melhor, escrever: rock and roll. Sim. Ele mesmo.

Nunca Fui uma pessoa do rock. No máximo umas roupas pretas, porque sempre achei elegante e nada mais. Nunca mesmo fui uma pessoa do rock. E ainda não sou. Mas a essa altura do campeonato não posso negar que ele faz parte de mim e da minha vida. Roqueiros para mim, sempre foram aqueles caras chatos, vestidos de preto, com cabelo emaranhados e blusas desbotadas.  Engraçado é que antes de você conhecer o rock de perto, o que você enxerga é bagunça e desordem.  Gente chata, associada ao Diabo e afins. Festivais então. Deus me livre desses roqueiros malucos!

Pois bem, não é bem assim. Vocês já devem imaginar.

Meu marido que sempre foi e sempre será rock and roll, não andava de preto todo tempo (apesar dessa ser a sua cor preferida), não tinha cabelos emaranhados e muito menos era desordeiro. Aliás, é bem organizado até. Mais do que eu em algumas coisas. É claro que em começo de namoro rola aquela troca,  alguns compartilhamentos, inclusive de gostos musicais. Eu, que nunca suportei escutar rock, estava ali, emprestando meu ouvido aquele som pesadão do Sepultura, conhecem? Pois é. Imaginem. Não suportava. Vocês entenderam?  Hoje sou uma super admiradora, inclusive do Andreas (guitarrista da banda), acho o Derrick um fofo, apesar da altura e da carapuça de homem mau. 

No meu primeiro (de muitos) Rock in Rio, eu descobri nos roqueiros, pessoas organizadas, complacentes e educadas. Ordem para entrar. Ordem para sair. E muito respeito nas rodas que surgiam na multidão. Aprendi a bater cabeça e achei o máximo.  Estar ali foi libertador. O Rock também cura. E não há exagero nisso. É um estilo, uma filosofia, um mundo à parte. Quando o palco acendeu e a introdução do show do Metallica começou, eu já me sentia parte daquilo. Daquele momento. Vi o meu marido vibrar e contemplar. Show impecável. Sintonia perfeita entre banda e público.  Um som sensacional que me arrepiava inteira.

Todas as minhas impressões erradas, todos os pré-conceitos, caíram todos. Todos. Eu disse todos.  E eu entendi que a gente não pode julgar sem conhecer, sem ouvir, sem sentir. Seja uma música, um estilo ou pessoas.

Eu virei uma mulher do rock? Acho que não. Porque ainda acho que essa predisposição nasce conosco, sabe? Mas acho sim, que virei uma simpatizante do rock. Ouvir Sepultura deixou de ser tortura. Admiro e admiro o Metallica e nem tenho palavras pra descrever a energia do James nos Shows. O homem é mandado.

Acho que o meu marido nem sabe, mas ele fez isso por mim. Ele achou um cantinho para o rock na minha vida. Não dá para competir com ele em matéria de discografia, mas hoje, eu posso conversar sobre o assunto. Eu posso emprestar o meu olhar admirado aos sons, bandas  e histórias relacionadas.

Rock and roll também é poesia. Não te contaram?





Um comentário

  1. E eu que nunca fui a um festival desse tamanho só imagino a emoção que é poder ver de perto e ouvir sua banda favorita ali, naquele mar de gente..

    Rock também é poesia!

    Um beijo!

    ResponderExcluir

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