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24.2.19




E na folia, ainda mais plena, colorida, glitter, saia de tule, olhos saltitantes, capturei seus olhos na multidão. Braços fortes, sorrindo muito, olhar correspondido, aproximação concedida, um olhar ainda mais longo, desmontei.

Vem cá, vem cá, vem cá meu bem.  A mão na cintura, o mar raso, aprofundou. Desfocamos  a multidão. Dançamos, sem ninguém por perto, serpentina nos abraçou.  Coloridos, embriagados de alegria, da multidão nos destacamos.

E foi bonito te sentir. Uma tarde e meia se não me engano. O bloco se desfez, já era noite, minha fada madrinha disse para não ultrapassar o beijo, a mágica, a lua limpa.

Voltamos para os nossos. Trem, metrô, ônibus, quem sabe?
Amanhã, confetes brilham novamente.


*Imagem: Google
                
11.2.19







Saudades.

Adri, que de perfil é Maria Ribeiro. Do quarto florido azul, das bonecas francesas e da escrivaninha madeira rústica. Das canetas coloridas e das várias cartas para Marcelo Filipe. Dos coques desalinhados, por pura preguiça de pentear os cabelos. Das bolsas, assim, bem vintage. Da pequena casa de alvenaria do Jardim. Do Ruff. Das Lojas Americanas do Largo do Machado. Da Eloá. Almirante Salgado, 123.

Da rua sem saída. Do táxi chegando em dia de demissão. Saia fissura. Blusa azul.  Da Vila Inteira dos Smurfs no quarto de hóspedes. Das janelas azuis, minhas memórias visuais preferidas. Pedras mármores geladas, árvore de natal montada na sala de estar. Dos morangos no vestido. Enigmas do nosso tempo e da minha cabeça. Imortais.

Bikes no Aterro do Flamengo aos domingos. Minha constelação preferida no céu do teu quarto, madrinha. Sei que há motivos para esquecer, mas algumas pessoas “me moram” sem permissão previa. Você é uma delas.



Imagem: Observatório da Televisão